segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Revolta Exposta.
É a sensação que estou tendo. Tomara que eu esteja errado, mas por favor, não me engane. Não me engabele. Se isso for verdade mesmo me explique, por favor. Não suma com uns e outros, sem dar a mínima explicação.
Pronto, minha revolta agora foi exposta.
segunda-feira, 16 de novembro de 2009
XV de Novembro
Meu primeiro conto, espero que gostem.
Era um feriado num dia domingo. Lembrara que sempre odiava quando o feriado caia em um dia domingo. Mas hoje tanto importava: não era mais aluno-obrigação, fazia cursinho. Ia pro curso quando queria ir, independente de feriado ou não.
A televisão estava um porre, nada de interessante. Apenas alguns comentários do tipo: “puta merda, o Brito Jr. Nunca vai aprender a fazer mistério?”. Enfim o tédio dominava a televisão, então ligara para sua amiga, que por algum motivo explicado depois, não o atendia e o tédio continuava a pairar sobre a sua cabecinha.
Então começava a pensar em conspirações absurdas sobre a sua nova paixão: será que Hoffman e Amanda estavam juntos no seqüestro do Dr. Gordon? O que dizia o bilhete que Pamela entregou a Jill antes de ser seqüestrada? Será que Perez tinha falado a verdade pra Hoffman antes de morrer? Não saberia responder. Faltava-lhe assistir o número III e o IV da franquia, assim fica quase impossível descobrir todos os mistérios. Então decidiu que o melhor que tem a fazer é esperar a estréia do VII.
Lembrou também do almoço que havia feito. Uma torta de frango, muito bonita e muito gostosa. Uma espécie de sonho se realizava. Desde que aquela novela do macaco havia estreado, morria de vontade de fazer uma torta igual a que a Elizabeth Savalla fazia para satisfazer a grande fome de Fúlvio Stefanini, consequentemente aumentando ainda mais a sua já grande pança. Tinha se dedicado a fazer essa torta. Fez uma grande pesquisa na internet, procurando todas as dicas e macetes para fazer massa-podre, e se deparou com grandes variações da mesma: massa-podre-com-azeite, massa-podre-com-tomate-seco, mas preferiu ficar com a massa-podre-com-queijo-parmessão.
Então passou o seu feriado, que caia num domingo, que agora pouco o importava, porque tanto faz pra ele agora o feriado cair num domingo ou não, a se dedicar a fazer à torta. Fez o recheio, e partiu pra massa. Não conseguia abrir a massa com o rolo e por isso sentiu por um rápido momento que sua torta não ia funcionar. Então muito contrariado, fez a torta a base do remendo e a colocou no forno. A torta foi um grande sucesso e a operação que parecia fadada ao fracasso se mostrava bem mais interessante. Riu de si mesmo. Viu que o acontecimento mais maravilhoso do seu dia foi ter feito uma torta que deu certo. Que coisa mais dona de casa, mas anti-feminismo ao avesso. Chamou a si mesmo de idiota. Pensou e novamente o tédio o batia de novo.
Tentou novamente ligar para a sua amiga, mas nada de dar sinal. Então em quanto o sono não via resolveu procurar alguma coisa pra fazer, antes que sua cabeça voltasse a ser dominadas por pensamentos tão idiotas (pelo menos ele mesmo achava) quanto àquele que ele já tinha tido. Viu em cima as sua cama o exemplar de um livro do Caio Fernando Abreu que havia impresso a tarde e resolveu começar a ler.
O primeiro conto se chamava, tinha alguma coisa parecida, não lembrara direito mais sabia que tinha as palavras: Linda (é maiúscula mesmo, Linda era uma personagem, não um adjetivo) e horrível (essa minúscula mesmo). Lia, desde que conheceu a obra de Caio Fernando Abreu por causa de um personagem do Guilherme Weber numa minissérie da Maria Adelaide Amaral, não parou mais de ler e o elegeu como seu autor favorito. Estava encantado com os personagens, tão humanos. Dona Alzira, tão velha e tão amargurada quanto Linda, sua velha cachorra. E seu filho sem nome seguia o mesmo caminho.
Foi quando, sem menos esperar, de repente, não mais que de repente lê o nome de seus dois amores nas páginas do livro. Os mesmos dois amores que tinha dedicado um post no seu blog. Ficou sem entender, achou graça, achou confuso, tentou ligar pra sua amiga que não atendia de novo, e por isso achou que era um sinal. Parecia que a monotonia daquele dia havia acabado lá por volta da meia-noite se sentiu motivado e feliz. Leu mais três contos: um que falava de uma moça-puta chamada Beatriz que morria de leucemia, numa conversa um tanto (homo)erótica sobre o mar e da falta que uma tal de Ana fazia a um cara, todos muito interessantes, mas não mais que o nome de seus amores que apareceram no livro. Faltam mais nove contos a serem lidos, mas o sono bateu. Depois leria o resto. Agora iria dormir, bem feliz, naquele feriado que caiu num domingo, que não mais importava para ele, pois havia lido no livro o nome de seus dois amores.
sábado, 14 de novembro de 2009
Aline
Mas com o passar do dia sua alegria foi indo embora. Ele não era a moça do seriado. E muito menos tinha seus dois amores por perto, ele não tinha nenhum.
Os dois amores tão próximos dele, mas ao mesmo tempo tão longe.
Teve que aprender a conviver com a melancolia. Almoçou e foi em direção à estação de metro. O resto do seu dia seria bastante feliz, pensativo, aterrorisante, excitante.
Mas ele não tinha nenhum dos seus amores.
sábado, 7 de novembro de 2009
Queria ser a Fernanda Young.

Vocês já tiveram a curiosidade de um dia, na vida, se pudesse, ser outra pessoa, quem vocês gostariam de ser? Eu, sem sombras de dúvidas, escolheria ser a apresentadora/escritora/roteirista/atriz/atual capa da Playboy, Fernanda Young.
Fernanda definitivamente não é uma mulher linda, mas com muita certeza é uma das pessoas mais inteligentes que eu já tive o prazer de ler na vida. Fernanda é aquele tipo de mulher transgressora: ao mesmo tempo que é casada e mãe de três filhas, também é uma mulher que não tem papas na língua e fala de sexo tão bem, mas tão bem, que faria inveja até os mais diplomados sexológos.
Adoro seus roteiros, seus filmes são as minhas comédias nacionais preferidas. Fernanda que escreveu, juntamente com seu marido Alexandre Machado, os roteiros dos filmes : "Muito Gelo e Dois Dedos D'água" e "Os Normais 1 e 2", sem falar das séries televisivas como o próprio "Os Normais" e "Os Aspones", que eu adoro também.
Seu programa de entrevista, o "Irritando Fernanda Young" é demais. Nunca vou me esquecer de várias entrevistas super-bacanas que eu já vi. Todo mundo sonha em ser entrevistado pelo Jô, o meu é ser entrevistado pela Young.
E quem vê pode até esquecer que ela começou como atriz, na novela "O Dono do Mundo" fazendo nada mais, nada menos que Jurema, a empregada doméstica do Fagundes e da Glória Pires.
E a última dela é que é demais: aos 40 anos, ela se torna a primeira mulher com 9 romances publicados a sair na Playboy, simplesmente por causa de vaidade. Sendo fotografada pelo ótimo, e sempre maravilhoso fotográfo, Bob Wolfenson. Pra mostrar aos vários homens que esnobaram ela no passado por ela ser "feia", que hoje eles poderiam ter pego uma capa da Playboy, quer melhor motivo do mundo pra posar nua?? Não existe. Sem falar que desde que ela disse que sairia nua, criou uma enorme polêmica. A maioria dos homens com toda certeza preferiria ver uma rabuda tipo Viviane Araújo ou Priscila do BBB na capa da Playboy, do que ela. E dale ofensas a Fernanda, e ela o que faz?? Raspa a cabeça pra divugar a revista.
Tem noção de como ela é maluca?? Com ela é demais?? De como ela é anti-convencional?? Por isso que AMO Fernanda Young de paixão, minha grande musa.
E vocês se pudessem ser alguma pessoa na vida, quem vocês seriam?
quarta-feira, 4 de novembro de 2009
O porque de blogar?
Mas no meio do post veio uma pergunta: Mas porque diabos eu vou falar disso no blog? Será que as pessoas que entram aqui pra ler o que eu escrevo vão querer saber o porque da minha paixão por comédia romântica? Ou de qualquer outra coisa que eu ponha aqui?
Fiquei pensando qual seria o verdadeiro objetivo do meu blog. Pensei domingo, segunda e quarta e descobri que meu blog é meu cano de escape. Tudo que eu quero falar eu ponho aqui, pouco importando quem é que lê e o que vão pensar das coisas que eu escrevo. Isso me fez dá as respostas pras questões que eu tinha me feito.
Isso daqui é meu diário, não quero levantar discussões, não quero polemizar, não quero chocar, quero apenas mostrar pra mim mesmo o que eu sou, e tentar me enxergar e fazer que meus leitores também me conheçam e possam se identificar com minha pessoa.
Fazer esse blog virou meu vício, uma coisa que eu não sei ficar sem. E quero sempre e sempre dividir o que penso com vocês. Origado por eu existir,
obrigado ao blog por existir, obrigado a vocês por existirem.