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E não é que o meu bloginho, queridan. amado de mi corazón, está fazendo sucesso por aí?
Fui fazer a social numa festinha, e reencontrei pessoas amigas e conhecidas, e descobri que elas leem o meu blog!!! (!!!!!!!) Tipo, quando a gente começa a escrever um blog, primeiramente a gente quer botar pra fora todos os nosso demônios, tudo que nós aflinge. Ai as pessoas leem. Mas tai o perigo da questão:
O blog expõe a gente demais.
Mas fico tão feliz, das minhas ideias serem comentadas, do que eu posto no blog (e agora no fotolog http://fotolog.com/allistrue) virando discussão por ai, que eu nem tenho medo de expor aqui, mais.
O blog tá fazendo sucesso (Tá, não é um te dou um dado, nem o blog do Aguinaldão, mas já é um começo) e cada dia mais e mais, vocês saberam mais ainda do que eu penso, e quem sabe de mim.
Obrigado, e continuem comentando.
Depois de muitos conflitos ideológicos e e de preferências, quarta-feira, finalmente, eu pude assistir o filme "É Proibido Fumar" de Anna Muylaert. Nem preciso dizer que não é a toa que o filme venceu oito prêmios no Festival de Brasília (Incluindo Melhor Filme, Melhor Ator (Paulo Miklos), Melhor Atriz (Glória Pires) e Direção (Muylaert)). O filme é bonito esteticamente falando. Glória Pires enche a tela, está linda e muito convicente na pele de Baby, uma frustada professora de violão. Já nessa pequena descrição tem uma enorme sacada.
A Baby, como já disse, é uma professora de violão que vive solitária. Sua irmã Pop (Marisa Orth, engraçadissima em participação especial) é uma alta e importante executiva que seu deu bem nos negócios. Já sua outra irmã,Teca (Dani Nefussi) , casou-se e teve uma filha e virou dona de casa. Baby, de tão frustada que é, ficou no meio do caminho. Não é uma mulher-dona-de-casa, nem muito menos uma grande profissional. Ai tem um grande mérito, pra mostrar que nem tudo é 8 ou 80.
O filme a príncipio, parece ser uma comédia romântica, mas depois de um grande acontecimento, se transforma num misto de drama, suspense e comêdia mesmo. Tudo isso em meio a grande dilema de Baby: Parar de fumar ou não para agradar o novo namorado. Abandonar um companheiro antigo, que nuna lhe faltou, por um novo que não se sabe quanto tempo vai durar. Mas não vou ficar aqui falando do filme inteiro, se não perde a graça, mas sim de duas cenas especificas que me chamaram a atenção.
A primeira acontece quando Baby vai assistir ao Max (Paulo Miklos) tocando na churrascaria. Ele é contratado pra tocar samba, mas abre uma excessão pra se declarar pra Baby. Ai ele começa a tocar "Baby" do Caetano. Achei demais, eles acharam uma música, que fala a coisa mais simples e toca direto na alma da personagem. "Baby, baby, I Love You". Sem falar que depois, o personagem do Pereio, que é dono da churrascaria, num momento de delicadeza total pede amigavelmente pra ele tocar outra música. Max interrompe "Baby" e começa então a tocar Martinho da Vila. Nem sempre o amor pode ser entendido, ou pode ser em poucos segundos.
Outra cena é quando a Baby(depois do grande acontecimento que eu não vou contar aqui) vai na casa de Teca e começa a chorar. Ela então fala de uma festa de aniversário que uma tia delas fez pra Baby, que o tema era coelho. Baby fala que deu vontade de comer o bolo que a tia fez, que era um bolo muito gostoso de amendoin, mas que nunca mais iria comer, porque a tia morreu e não deixou a receita. Que por mais que ela coma milhões de bolos de amendoin, nenhum deles vai ser igual ao da tia. Baby, fala de saudades. De coisas que não voltam mais. Mas a irmã não entende. A cena acaba com Baby chorando, e a irmã dizendo a ela que se o problema é um bolo, ela faz um bolo pra Baby. Como se isso fosse realmente resolver o problema.
Enfim, é um belíssimo filme que eu recomendo.
Flúor e listras. Camisa Pólo. Beirut, Nação Zumbi, Lady Gaga. Óculos de sol tipo Cazuza. Teatro. Cinema arte, cinema nacional. Recife Antigo. Baladas. Amigos. Não ter medo. Causar um pouco. Nachtergaele, Moura, Ramos, Torres, Melo, Montenegro, Beltrão, Severo. Shakespeare. Cultura pop. Acidez. Tipo Aguinaldo Silva. Falabella. Almódovar. Mário Quintana, Caio Fernando Abreu e Clarice Lispector. Praia a tarde. Shopping. Um pouco de álcool. Cigarros só no carnaval. MPB. Ana Carolina. Novela. Televisão. CAC. Escrever, atuar. Conhecer. Conhecer tudo que eu quero. Andar por ai, sem rumo. Deitar no chão. Olhar pro céu. Pegar em mãos. Morder bocas. Olhar nos olhos. Sentir os corpos. Gozar. Sorrir. Cantar. Gritar. Som. Fúria. Amarelo. Branco e Preto. Fotogarafia. Noites sem dormir, dias sem acordar. Teatro. Pessoas. Viver. Felicidade.