Dentro Do Mesmo Time

Dentro Do Mesmo Time

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Água-Marinha e Pé-de-Cabra

Quando Água-Marinha chegou à festa parecia que ele tinha virado o centro das atenções. E virou mesmo. Sua beleza angelical, seu charme altamente exibido e sua inteligência descartável o fizeram como uma rosa que brotava no meio do deserto. Do outro lado da sala Pé-de-Cabra observava a movimentação ao redor de Água-Marinha. Pé-de-Cabra também enxergou todas essas qualidades no rapaz, mas homem como era não quis ceder aos encantos de Água-Marinha.

Passado algumas horas, cigarros, garrafas de vodka, cerveja e vinho, um pouco de cocaína e outras coisas, finalmente Pé-de-Cabra trocou suas primeiras palavras com Água-Marinha. Um discreto “Oi, com licença”, e finalmente Água-Marinha desceu de seu pedestal. Deixou de fazer a linha todos me querem, pra fazer a linha quero você. Pé-de-Cabra sem querer (ou querendo mesmo, vai saber...) conseguiu chamar a atenção de Água-Marinha. Ele era totalmente o inverso do moço que chamou atenção: bonito sim, mas uma beleza forte, rústica, sem um pingo de charme, comia muito, fazendo muito barulho e de boca aberta e sua inteligência não era uma descartável, era politicamente ativo, era até filiado a um partido (grandes merdas)!

O fato era que surgiu sim um grande interesse entre Água-Marinha e Pé-de-Cabra, e ambos não botaram obstáculos pra essa relação continuar. E engraçado era que aos poucos Água-Marinha se mostrava um pouco ardiloso, contrariando sua beleza angelical. Pé-de-Cabra demonstrava uma sensibilidade que contrariava seu aspecto macho alfa. Água-Marinha conseguia sim enxergar o charme de Pé-de-Cabra, um charme que lhe preenchia. E a conversa fluía, as inteligências se encontravam, eles conversavam de tudo e de todos: Ana Maria Braga, Almodóvar, Tolstoi, da menina que quase teve uma overdose... E quem diria, assim, de repente, como quem não quer nada, brotava uma paixão.

quinta-feira, 15 de abril de 2010

Quando Eu Tiver Coragem e Conseguir Olhar Pra Trás...

Quando eu tiver coragem e conseguir olhar pra trás, eu vou tentar entender tudo que aconteceu. Não Caio, a culpa não é sua. Ou não é só sua. É minha também. Eu não devia ter permitido. Mas também agora é tarde. Já passou. Se você quiser ir agora pode ir, se quiser dormir ai hoje dorme. Tá tarde. Eu não ligo mesmo. Quantas vezes você já dormiu ai, nesse sofá? Assistindo minha televisão, olhando as minhas fotos, observando as infiltrações do meu teto? Me diz, quantas vezes? Muitas. Mas não tantas quanto você dormia... Não Caio, eu não estou de cabeça quente. Não estou nervoso. Só quero que quando eu acordar amanhã você não esteja mais aqui.

Lembro daquele primeiro dia que te vi. Tava lá, tranqüilo na festa da Maria. Lembra que você não disse o teu nome de cara? Como foi o nome que você me disse, meu Deus. Benjamim, não era? Era sim, Benjamim. Benny, teu apelido. Só depois fui descobrir que o Benny que conheci se chamava Caio. A primeira mentira foi na primeira troca de palavras. E eu confiei em você. Confiei quase que cegamente. Você mudou minha vida, sabia? Me fez enxergar o mundo da forma melhor possível. Descobri que eu não era sozinho, descobri que tinha mais gente igual a mim. Gente de carne e osso. Gente que sente dor, que sangra. Gente que ri, que goza, que bate, que lambe, que chupa, que beija. Lembra quando me deu teu primeiro livro? Eu li. Eu tava ali de certa forma. Só que com outro nome, Pedro. Você acha mesmo que eu ia esquecer isso? Você acha. Não, não esqueci não. Todo dia me lembro. Eu, aliás, o Pedro, bem de longe, interagia na sua vida. Eu interagia assim na sua vida também, né? Você me usou. Bem antes de tudo. Me usou no teu livro, me usou na tua vida. Bem antes até de me amar. Caio algum dia você me amou? Seja sincero. Pelo menos um dia na sua vida seja sincero comigo. Você me amou de verdade? Teu silêncio dói mais do que as tuas mentiras.

Para de tentar me ajudar. Já estou melhor. E você nunca mais pense em tentar me ajudar. Lembra naquele dia no parque. Eu e Zé Mayer correndo. Você sempre odiou o nome do meu cachorro. Mas ele era macho, que nome melhor para um macho do que Zé Mayer? Não tem. Enfim, tava correndo com o Zé e parei pra beber água. Você veio falar comigo. Nossa, Caio. Eu queria que naquele momento, só naquele momento, você fosse eu. É pra você sentir o efeito que causou sobre mim naquela hora. Dez da manhã, tava meio que chovendo, meio que fazendo sol. Tava nublado, eu sei. Por acaso só você tem o direito de poetizar o que diz e escreve? Não, eu também tenho Caio. Eu também tenho direito disso e de muita coisa. Mas não vou discutir o que eu tenho direito agora, já estou vendo a tua cara de impaciente. Pena que não foi essa cara que eu vi naquele dia no parque. Não foi não. Os poucos raios de sol refletiam teu olho. Olho castanho. Acho lindo um olho castanho. E o seu tava lindo, naquele dia. Naquele e nos que vieram depois. Caio, eu fui tão feliz naquele momento. Tudo parecia conspirar. Parecia que, sei lá, tudo estava sendo abençoado por qualquer coisa. Para de ri. Assim eu fico sem graça Caio. Que nem naquele dia. Olhando para os teus olhos.

Pena que esses olhos morreram Caio, pena mesmo. O que houve Caio? Porque tudo ficou assim? Eu juro, eu tentei suportar, mas você não ajuda. Só quer que eu te compreenda e eu? E eu, Caio? Quem vai me compreender e tentar aceitar como eu sou? Eu não tenho direito de sofrer com essa história também? Você é muito egoísta. Sempre foi. Eu que nunca percebi. Só tinha que ser o filme que você queria, o restaurante que você queria. Fui ficando de saco cheio. Mas sabe, desde que aconteceu tudo, desde que a gente descobriu, mesmo com isso, eu pensei que podia ter mudado tudo. Puxa vida. Juro que pensei que agora ia dar certo. Não dizem que a esperança é a última que morre? A minha não morreu. A única coisa que aconteceu foi você ter saído dos planos dela. Só isso. Esperança eu tenho. Eu sou muito otário, e você se aproveitou muito disso. Acho que você vivia rindo de mim pelas costas. Acho que você é sádico. Só pode ser. Se aproximar de uma pessoa pra estragar a vida dela, assim, sem mais nem menos. Porque foi isso que aconteceu: você estragou a minha vida.

Não dá mais pra mudar as coisas Caio. Já me decidi. E já apareceu outro alguém. Alguém maravilhoso, especial. Não, não quero falar sobre isso. Você não tem nada mais a ver com isso. É a minha vida agora, não mais a nossa vida. Eu vou seguir o meu caminho, você segue o teu. E você não pertence mais ao meu caminho. Caio, você sabe qual era meu sonho? Era que você tivesse mudado. Como eu esperei por isso. Você não tem noção de como eu quis isso. A primeira vez eu deixei passar, mas agora Caio? Agora está difícil. Você está ai, desse jeito. E quando passou pela minha cabeça que eu também poderia estar, Caio? Nossa como eu sofri. E não sofri pouco não, sofri muito. Você vai dizer ai que eu estou sendo preconceituoso. Preconceito uma porra. Se você tivesse no meu lugar, do jeito que eu te conheço, eu tenho certeza absoluta que você ia agir assim também. Ou pior, nunca se sabe. Quando você descobriu o que passou pela tua cabeça? Melhor, não fala nada. Fica calado. Eu não quero saber de nada. Eu também não quero falar disso.

Toma. Lençol e travesseiro. Eu já notei que você não quer voltar agora. Mas amanhã você vai sumir da minha vida. Aproveita, viu? Aproveita a última noite ai no meu sofá. Eu me lembro. Foi ai. Sexta. Sexta-feira da Paixão, pecado não é? Não pode. Nunca tive fé, e nem muito menos fui religioso. A fé que eu tinha era nas coisas erradas. Era fé nas pessoas. Ledo engano meu. A gente não pode esperar nada de bom das pessoas. Tive certeza disso porque todo mundo me decepcionou. Menos o Zé Mayer. Não Zé Mayer, ator. Esse eu nem sei que apito toca. Lógico que é meu cachorro. Caio você está se fazendo de lerdo só pra me irritar, não é? Lógico que é. E eu aqui, pensando que você está falando sério.

A vontade que eu tenho era de te matar, mas se te matasse eu morreria junto. E eu não quero morrer, não agora. Tenho muita coisa pra fazer, muito pra viver. Amanhã tudo vai ser diferente. Vai dormir Caio, vai. E amanhã eu não quero tiver mais ai. Joga a chave pela janela e some. Some Caio. Talvez quando eu tiver coragem e conseguir olhar pra trás, eu falo com você. Por enquanto não Caio. Boa noite. Te amo.

terça-feira, 30 de março de 2010

Com ou Sem

E eu acordo. Deve ser umas onze da manhã. Bebo um resto de vodka que ainda tinha na garrafa. Ultimamente venho notando que a vodka não me dá mais o mesmo efeito. Acho que vou passar a comprar uísque. Não tenho fome. Nem me lembro qual foi a última vez que comi. Talvez ontem à tarde? Sim foi ontem à tarde. Um cachorro-quente na esquina, naquela barraquinha do seu Sinval. Me lembrei porque vi um pedaço de salsicha no que eu vomitei ontem a noite. Não ando nada bem nos últimos meses.

Várias vezes culpo Pedro por esse meu estado de lixo. Porque oras, antes dele eu era até que bem saudável. Tava começando a fazer a tal da macrobiótica. Mas definitivamente a culpa não é dele. A culpa é minha. Eu que me enxerguei nele, eu que procurei estar onde ele estava. Achava que poderia ser feliz ao lado dele. Achava que podia ser seu raio de sol. Hoje percebo que quem precisa de um raio de sol sou eu.

Achava fascinante essa vida de escritor. Sofrer, e produzir. Percebi, com o passar do tempo que disfarço a minha solidão com arte. Estou aqui, falando com vocês. Vocês vão me ler, vão me comprar. Mas só escrevo porque sofro, se não sofresse eu não escreveria. E sofro por amor. E esse meu sofrimento é que me vai fazer comprar a minha garrafa de uísque. Essa metalinguagem ainda me mata um dia.

Que eu vou fazer do meu dia? Não tenho muitas opções. Posso passar o dia inteiro olhando pro teto e escutando música. Maysa? Não, muito old. Amos Lee! Perfeito. A melancolia dela me excita. Engraçado como me sinto feliz escutando música triste na fossa. Parece que elas me levam mais rapidamente ao meu objetivo: chorar. Chorar compulsivamente, chorar de soluçar. E depois disso tudo escrever.

Passei a noite toda ontem chorando e bebendo, e quando eu acabava, começava tudo de novo. A angústia faz parte da minha vida. Sou um ser angustiante, chato e sem capacidade alguma de formatar alguma espécie de relacionamento. Olho agora na minha estante um livro do Caio Fernando de Abreu. “Os Dragões Não Conhecem o Paraíso”. Em minha opinião a sua obra prima. Como eu achei lindo quando li pela primeira vez. Como que queria ser Caio naquele instante. Vi que não é tão divertido. A mesma dor que ele sentiu, a mesma dor que eu sinto. É triste.

Mas o que eu vou fazer do meu dia mesmo? Acho que vou ao bar. Beber. Beber no bar é diferente. No bar você não está só. Tem o dono, olhando pra você. Esperando o momento que você vai armar uma confusão. Tem aquelas garçonetes, não tão bonitas assim, mas com a cara cheia de álcool, pra quem gosta de mulher, dá pro gasto. O bar é divertido. Você testemunha histórias que podem começar no bar, que podem terminar lá. Ou até que começam e terminam no mesmo instante. As coisas ultimamente andam tão rápidas.

Outro dia desses presenciei uma paquera da garçonete, Leda, a da bundinha maior com uma outra moça lá. Moça essa que só descobri que era moça quando um amigo seu chegou e a chamou de Selma. Leda e Selma. Ficaram se olhando. A principio só Selma admirava os atributos de Leda, que ia e vinha de forma que nem se preocupava se era olhada ou não. Tanta coisa pra fazer. Tanto bêbado pra atender. Mas depois Leda percebeu que Selma a olhava, e passou a retribuir as olhadas de Selma. Ficaram assim por meia hora, acho eu. Mas depois chegou esse tal amigo de Selma, que nem sei se é amigo dela mesmo, ou só conhecido. Trocou algumas palavras com ela. Selma se levantou, pagou a conta e foi embora. Selma e Leda poderiam viver uma linda história. Elas poderiam se apaixonar e juntas viver para todo sempre. Mas não viveram. A história delas acabou ali mesmo. Selma nunca mais voltou. Leda continua lá trabalhando. Pode ser que num futuro elas se reencontrem, e possam ao menos conversar. Pode ser que não. Pode ser que Selma tenha morrido.

Uma vez aconteceu comigo. No mesmo bar. Tava sentando no balcão, bebendo vodka. Ao meu lado sentou um carinha, bonito ele. Mas fiquei na minha. Nunca se sabe quem é gay nesses lugares não gay. Mas ele começou a me olhar. Eu olhei pra ele. Ele olhou pra mim de novo. Sorriu. Disse que se chamava Guilherme. Me apresentei. Conversamos, por um bom tempo. Mais de três horas no bar de conversa. Falamos de tudo: do novo filme do Tarantino, de como a chuva deixava Recife uma cidade mais bonita, da Drag Queen do BBB, dos relacionamentos dele que não deram certo, de Pedro.

Tinha até que me esquecido um pouco dele. Por que ele me deixou? Me deixou sem antes mesmo ter começado. Por que eu me apaixono por qualquer rapaz que me dá um pouco de atenção? Pedro. Parecia ser o cara perfeito, que me completava. Enfim encontrava um cara que valia a pena. Só que ele não enxergou isso. Antes mesmo de tentarmos ter qualquer coisa, ele arranjou outro. E está muito feliz, muito bem obrigado. Muito feliz sem mim. E o pior é que fico feliz. Feliz por ele está feliz. Mesmo que seja sem mim.

Preciso me acostumar. Esquecer ele eu não vou. Ninguém esquece o inesquecível. Tenho que procurar outras ocupações. Esse o último conto que escrevo sobre Pedro, que o tenho como inspiração e ponto de partida. Eu vou ter que expulsa-lo mesmo da minha vida. Mesmo contra minha vontade. Mesmo ainda sonhando com ele. Acho que sei o que vou fazer agora. Vou comprar meu uísque. O mercado não é longe. Vou a pé. Não de carro. Quando voltar vou procurar o número de Guilherme, ele me deu naquele dia. Não faz tanto tempo assim, acho que ele ainda lembra de mim. Vou ligar pra ele. Vou beber. Vou escrever, escrever um conto que não fale de Pedro. Escrever sobre um passarinho, talvez. Minha vida não acabou. Tenho que continuar. Com ou sem Pedro. Com ou sem Guilherme. Com ou sem bar. Com ou sem uísque.

quarta-feira, 24 de março de 2010

A estrela, a morte e o momento.

Estou aqui. Ainda estou aqui, parado. Não pisco, meu olho está fixo numa estrela no céu. Está fixo não porque ela é linda, não porque eu admire as estrelas, olho só porque é o único lugar que consigo ver. Aliás, nunca tinha visto essa estrela na vida antes. Era novo pra mim.

Não sei se ainda doí. O rasgão em minha barriga ainda brota o meu sangue. E as minhas tripas também, e também a merda que nela começava a se formar. A facada varou de uma ponta a outra da minha barriga, não tive chances de escapar. Acho que morri. Mas estranho, ainda continuo a pensar e perceber o que acontece ao meu redor.

Vi quem me matou. Mas não importa que eu saiba, infelizmente não consigo me comunicar com quem está vivo. Aliás, a morte é fascinante, não acham? Mais fascinante que a vida. Nunca fui muito notado em vida, mas agora, começa a se juntar uma pequena multidão ao meu redor. Vejo as caras de nojo. Vejo as caras de pena. "Tão novo, com uma morte assim tão cruel" ou "Tão belo, mas agora tá ai, horrivel". Não se enganem, meu sangue, minha tripa, minha merda. Eu sou isso, ou era.

Sei que essas pessoas atrapalham a minha visão. Mal consigo mirar a estrela agora. Se sentir incapaz é foda. Eu sou, agora, o centro das atenções. O brilho da estrela reflete em mim. E eu não posso gozar dessa alegria. Porque agora eu não sinto mais alegria, nem dor. Sou um corpo, morto, talhado de canto a canto da barriga, mas pensante.

Escuto barulhos. Barulhos que vão além das sirenes da polícia. Acho que são trovões. Que morte mais linda a minha, agora está chovendo. A água cai no meu corpo, espalha ainda mais meu sangue pelo chão. O céu clareia. Que lindo. Raios vieram abrilhantar ainda mais o meu momento. Alguns desses clarões são flashs. Acho que vou aparecer nos jornais. Sinto que uma lágrima cai do meu rosto. Meu Deus, consegui sentir algo?

É tão emocionante, é tão triste. Excitante. Um vouyerismo que nunca havia experimentado. Uma verdade tão crua. A única certeza da minha vida. Aquele momento era mágico. Minha pele começava a mudar de tom. Agora estou esverdeado. Devo estar horrivel. Mas tanto faz, minhas fotos devem estar lindas. Será que minhas tripas são bonitas também? Nunca me vi por dentro. Nem verei mais. Logo, logo estarei no IML. Dentro de uma daquelas gavetas geladas. Meu momento de glória acabou.

Não vou ver mais aquela estrela que refletia seu brilho em mim. Nem aquelas pessoas que admiraram a minha morte. Ainda não fui pro Céu, nem pro Inferno. Nenhuma autoridade celestial o demôniaca se apresentou a mim. Será que não existe? Ou será que também fui esquecido? Não importa. Agora vou curtir cada milimetro da minha gaveta. Do meu corpo nú e aberto exposto ao frio. Em breve vou congelar. Em breve vou pra debaixo da terra. Não vejo a hora. O meu sonho no momento é ser devorado pelos os vermes que em breve vão brotar do meu corpo. Meu sonho agora é apodrecer, e quem sabe, assim irei ficar ao lado daquela estrela que conheci depois de morrer.

sábado, 23 de janeiro de 2010

And so it's...

Fatos e acontecimentos me fizeram ver que às vezes, mesmo quando a gente tem certeza absoluta de que está totalmente certo, percebemos depois que estamos errados.

Me lembrei daquele filme "Closer" que tem o Jude Law, a Natalie Portman, o Clive Owen e a Júlia Roberts. Em que eles quatro se relacionam entre si, em várias idas e voltas, traições e vinganças. Mas qual deles seria o vilão, de verdade?

A stripper de alma livre e passado sem memória? O médico possessivo e sensível? A fotografa indecisa e sem opinião? Ou o jornalista fracassado fadado a não ter coragem pra lutar pelo que quer? Todos seriam vilões, todos seriam mocinhos?

Acho que é assim na vida real. Cada pessoa tem seus erros e acertos. Suas qualidades e seus defeitos. Sei que posso magoar as pessoas, aliás tenho grande capacidade pra isso, mas sei também que muitos me magoam todos os dias. E mais e mais e mais.

Mas a vida é assim mesmo.

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Outro Tempo Começou...

Ano Novo!
Enfim 2010!
Poxa vida, me diverti tanto no reveillon.
Ri tanto, dancei tanto, cantei tanto, pulei tanto.
E eu que achei que ia ser um porre, né? Não foi.
Aiai, hoje me perguntei o que eu espero de 2010? Eu não, espero nada. O que vier pra mim é lucro. Quero estudar muito, quem sabe trabalhar? Quem sabe... Quero curtir muito os meus amigos. Vai ser tudo de bom. Quero curtir todas as festas que eu puder, quero é rir! Beber, mas beber tanto viu? Nem quero te contar.
Se eu encontrar alguém legal nesse ano, vai ser bom. Mas se não, estou nem ai. Tudo acontece ao mesmo tempo agora. E agora, tenho certeza que vai começar um ano que, mesmo se não for bom, vai ser, porque eu vou fazer que seja.
Quero ler Caio, Hilda e Clarice.
Quero escutar de tudo, quero conhecer de tudo.
Vou tentar comer todas as comidas que eu não gosto, quero redescobrir sabores. Eu, definitivamente, sou outro. E agora vai!!